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Vereadores apoiam punição, mas creem na legalidade de coligações em suposta fraude

Da Redação - Anderson Hentges

10/07/18 às 12:41 / Atualizada: 10/07/18 às 13:09

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Vereadores apoiam punição, mas creem na legalidade de coligações em suposta fraude

Vereadora Professora Branca (PR) e Joaninha (MDB)

Foto: Nova Edição

Os vereadores por Sinop, Professora Branca (PR) e Joaninha (MDB), se pronunciaram sobre a possibilidade de terem seus mandatos cassados por suspeita de fraude na campanha de 2016 nas coligações “Amor por Sinop I”, formada por MDB, PR, PB e PV e “Amor por Sinop II”, formada pelo PR, PMN e PMB, para cumprir a cota de 30% das vagas destinadas às mulheres.

Branca que é uma das duas mulheres eleitas argumenta que a situação é preocupante, afinal pode perder a cadeira no Legislativo sinopense por um erro que não cometeu. "Eu acredito na lisura dos partidos, creio que o partido tinha suas candidatas e que elas desistiram por livre vontade e opção. Havia um corpo jurídico e por isso eu não estava preocupada com essa situação e sim em me apresentar para a população, mas eu sou do lado aquilo que é correto".

O parlamentar que se defendeu foi o Joaninha (MDB). Em entrevista ele avalia que se existe o erro, ele não possui relação com o seu processo de candidatura. Também acredita que todos os colegas partidários trabalharam em conformidade com a lei e que não haverá a punição. “Os advogados da coligação estão analisando o caso e tenho certeza que iremos resolver o mais breve possível”, afirma.

O presidente da Câmara, Ademir Bortoli e o vereador Tony Lennon, ambos MDB, não quiseram se pronunciar e à reportagem disseram que apenas o setor jurídico pode comentar sobre o assunto. Tony que tem o nome na lista dos que podem perder o mandato, em sessão ordinária nesta segunda-feira (9), colocou o nome à disposição do seu partido para concorrer a uma vaga na Assembleia no pleito deste ano.

As representações contra cada coligação já estão em fase de recurso no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT) e, conforme parecer do Minsitério Público Estadual (MPE), ficou confirmada a fraude eleitoral por meio de duas candidaturas apontadas como “laranjas”.

Na ação que envolve os vereadores do MDB o MPE afirma que a candidatura de G. L. foi “laranja” apenas para garantir o cumprimento da cota de 30% das vagas destinadas as mulheres. Segundo o órgão, ela não obteve nenhum voto, mesmo tendo votado nas eleições, não realizou nenhum tipo de campanha eleitoral para pedido de voto e não possuiu movimentação financeira em sua conta bancária.

No caso dos vereadores do PR, o MPE faz as mesmas alegações quanto a candidatura de A. A. da S., que também não recebeu nenhum voto, não fez campanha e não teve movimentação financeira no período eleitoral.

Os outros parlamentares que podem ter o mandato cassado são o Lindomar Guida e Maria José da Saúde (MDB), Billy Dal Bosco, Hedvaldo Costa e Remídio Kuntz (PR), este último substituiu Fernando Brandão que já foi cassado. 
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