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Populares nas redes, personalidades querem conquistar eleitores

Rd news

09/07/18 às 17:24

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Populares nas redes, personalidades querem conquistar eleitores

Foto: Rd news

Com posicionamentos polêmicos, defensores de pautas que sempre viram discussão, personalidades por causa do ativismo em suas áreas de atuação ou pelo engajamento de seguidores que acreditam em suas ideias. Alguns dos pré-candidatos mato-grossenses desfrutam de popularidade midiática, seja pelo engajamento social que possuem em seus grupos, ou pela atividade profissional que desenvolveram, pelo discurso que engaja milhares de seguidores ou porque a fama veio após escancarar a vida pessoal em TV aberta.

O mais popular e conhecido entre os notórios, está o pré-candidato a deputado federal pelo PSC, o médico Marcos Harter. A popularidade aconteceu após participar do Big Brother Brasil e de A Fazenda, da Record. Cirurgião plástico, o ex-BBB foi expulso do reality show da Globo, após suposta agressão à concorrente Emilly Araújo, que ganhou a premiação do programa e teve um caso amoroso com o médico.

Atuando em Sorriso (a 396 km de Cuiabá), Marcos não foi autorizado pela assessoria de imprensa a falar com o . Filiado a um partido de direita, com ideologia cristã e conservadora, Marcos é conhecido por fazer lives (transmissões ao vivo via redes sociais) com temas diversos, e ultimamente sobre pautas políticas. No Instagram, Marcos tem mais de 1,2 milhão seguidores e desfruta da popularidade nacional adquirida pela participação no formato televisivo mais popular no país. Tem ainda cerca de 70 páginas no Facebook, a maioria administrada por fãs. 

Outro pré-candidato em Mato Grosso popular é o pecuarista Nelson Barbudo, 58 anos. Ele é um pequeno pecuarista em Alto Taquari (a 485 km de Cuiabá). Há aproximadamente sete meses, fez um vídeo que viralizou na internet. Conhecido por defender o pré-candidato à presidência, deputado federal Jair Bolsonaro, Nelson já chegou a ser recebido pelo presidenciável após ter sido apresentado pelo senador José Medeiros (Podemos).

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Por 25 anos, Nelson foi filiado ao Democratas, à época PFL, sendo eleito o vereador mais votado de Alto Taquari, em 2004, com 281 votos. A cidade possui aproximadamente 10 mil habitantes. Após ganhar popularidade na mídia, e conhecer pessoalmente Bolsonaro, tomou a decisão de concorrer a uma vaga na Câmara Federal.

Nelson mantém canal no YouTube com 28,4 mil inscritos, 109 mil seguidores no Facebook, onde possui cerca de 60 vídeos publicados nos últimos sete meses e 3,6 mil seguidores no Instagram.

“Vejo com muito bons olhos as redes sociais, mas tem o problema das Fake News. Existem pessoas que não são patriotas e que utilizam das redes sociais para denegrir, são os politiqueiros ideológicos. Mas faz parte do jogo. Temos leis que punem os hackers, acho que se as pessoas fossem responsáveis ao usar as redes sociais para expor suas ideologias, levariam suas imagens para a sociedade avaliar com mais nitidez que não há nos veículos tradicionais de comunicação”, acredita Barbudo.

Também seguidor assíduo de Bolsonaro, o policial federal Rafael Ranalli, é outro a ganhar popularidade fazendo vídeos na internet e nos grupos de Whatsapp. Depois, começou a ser visado pelos veículos de comunicação, para os quais fez diversas declarações polêmicas. Com 38 anos de idade e 12 na PF, Ranalli é formado em Jornalismo e Direito.

Sua popularidade alcança repercussão nacional com compartilhamentos de suas publicações na página do presidenciável Bolsonaro, a quem Ranalli tem acesso direto. No Facebook, o limite de amigos já está esgotado, assim como outras páginas criadas por admiradores do agente federal.

Ranalli confessa que, antes da popularidade não pensava em ser político, mas que a decisão passou a ser uma tendência assim que percebeu a alta popularidade entre os companheiros policiais federais, assim como o engajamento massivo de pessoas que defendem ideias da direita conservadora.

Em relação às redes sociais, Ranalli as considera como algo positivo para a democracia e para que as ideias sejam discutidas com mais afinco. Além das mídias na web, o pré-candidato destaca que utiliza muitos aplicativos como WhatsApp, no qual mantém contato com as pessoas.

A juíza aposentada Selma Arruda é outra personalidade popular nas redes, principalmente devido à profissão que exerceu por 22 anos no Judiciário mato-grossense. Nos últimos anos, ganhou grande espaço nos veículos de comunicação, como símbolo de combate à corrupção, e por julgar casos históricos como do ex-governador Silval Barbosa (sem partido), condenado pela ex-juíza em razão de desvios de dinheiro público.

Com dois perfis no Facebook, todos lotados, e uma página com mais 11 mil seguidores, a juíza aposentada diz que encontrou nas redes sociais um espaço oportuno para dialogar com a sociedade. Selma, com 55 anos de idade, decidiu, após deixar a magistratura, filiar-se ao PSL e se lançar como pré-candidata ao Senado.

Os posicionamentos de Selma também causam repercussão, principalmente por defender pautas da direita e o conservadorismo. Apesar da popularidade na web, Selma diz que também gosta do contato direto com as pessoas, da conversa olho no olho, de escutar as ponderações da população e de dar palestras sobre o trabalho de combater a corrupção.

O advogado Ulysses Moraes, 28 anos, também tomou a decisão de concorrer a um cargo político após ganhar notoriedade na mídia. Membro do Movimento Brasil Livre (MBL), o cuiabano é pré-candidato a deputado estadual pelo Democracia Cristã.

A militância política começou antes da faculdade, e durante o curso de Direito, enquanto era estagiário, lutou para que a Lei do Estágio fosse cumprida pelo Tribunal de Justiça. O auge da popularidade nas redes sociais foi alcançado quando se tornou o único mato-grossense a impetrar um pedido de impeachment contra a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), utilizando os argumentos da pedalada fiscal, que uma semana depois foi também utilizado pelos autores do pedido de impedimento que foi aceito pela Câmara e levou à cassação do mandato da petista.

Também em defesa de pautas consideradas conservadoras, Ulysses diz que se filiou à Democracia Cristã porque é um partido pequeno e que não possui corruptos. Entre pautas que defende está a diminuição do Estado, o liberalismo econômico e as ideologias cristãs, como forma de combater pleitos considerados progressistas, como a liberação do aborto, ideologia de gênero e o marxismo cultural nas escolas.

Outra personalidade com destaque digital é o Cacique Rondon, 63 anos. O pré-candidato a deputado federal pelo Psol é líder indígena há mais de 40 anos. Com forte expoência em Mato Grosso, mora em uma aldeia que fica a 200 km de Colíder (a 630 km de Cuiabá). No começo dos anos 2000, Rondon foi um dos líderes que mobilizou a migração de aproximadamente 300 indígenas para a região onde vivem atualmente. As famílias moravam em uma aldeia no município de Dois Irmãos (MS), mas as terras já estavam insuficientes para abrigar os 3,8 mil indígenas. Hoje, cerca de 500 pessoas são lideradas pelo Cacique Rondon.

Com acesso restrito às redes sociais, Cacique Rondon desfruta de popularidade em razão das lutas pelas causas indígenas, o que ganha muito espaço nos veículos de comunicação, principalmente da região onde mora. O indígena se considera uma pessoa midiática e de popularidade, razão pela qual visa garantir uma vaga na Câmara Federal. Se eleito, Rondon será o primeiro indígena a representar Mato Grosso em Brasília.

O último e único indígena a ocupar um cargo de deputado federal foi o Cacique Mário Juruna, do povo Xavante. Nascido em Mato Grosso, representou o Rio de Janeiro entre 1983 e 1987. “Em Mato Grosso existem aproximadamente 45 mil eleitores indígenas, distribuídos em 43 povos. Precisamos nos unir para ter um representante que defenda nossas lutas na Câmara”, pontua o Cacique.
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