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PSol de Mato Grosso realiza grande encontro com Sônia Guajajara

Assessoria

12/06/18 às 21:13

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PSol de Mato Grosso realiza grande encontro com Sônia Guajajara

Foto: Assessoria

O encontro de Sônia Guajajara (PSol) com a militância em Cuiabá aconteceu nesta segunda (11) no auditório da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso, em Cuiabá.

A participação de militantes na organização do evento e na introdução de temas é uma das características do partido que chegou a liderar as pesquisas para prefeitura de Cuiabá na última eleição.
 
Sônia e Guilherme Boulos seu parceiro de chapa nessa “co-presidência” , é segundo a Assistente Social e mediadora do encontro, Lélica Lacerda, “a única candidatura que não se coligou com os partidos do golpe sofrido pelo Brasil”. Sonia é indígena Guajajara/Tentehar, povo que habita uma área de mata da Terra Indígena Arariboia, no Maranhão. Ela possui duas graduações, em Letras e em Enfermagem e é pós-graduada em Educação Especial.
 
O PSol apresenta a coligação com o Partido Comunista Brasileiro (PCB) e com os movimentos sociais. Mesmo não reconhecidos pela Justiça Eleitoral como coligação, as diversas organizações que não se sentem representadas por outros partidos são uma base política importante para a disputa eleitoral deste ano.
 
O pré-candidato Cacique Rondon, do povo Terena é uma liderança reconhecida no norte do estado. Ele, assim como Matudjo Metuktire, foram indicados pela Federação dos Povos Indígenas de Mato Grosso (Fepoimt) para serem candidatos a representarem os indígenas na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. A Fepoimt discutiu a política nacional e concluiu que o PSol é o partido com mais identificação com a causa indígena, por isso recomendou a filiação dos seus candidatos em uma grande assembleia no final de 2017. Na Assembleia estiveram presentes mais 800 indígenas, com 140 delegados representantes de 40 mil índios das 43 etnias do estado.

Sônia traz as questões sobre direito à diversidade para a frente do debate. Para ela a intolerância com a diversidade é causa de uma grande quantidade de atos violentos, seja contra homossexuais seja contra indígenas, tema que vivencia na pele. “A classe dominante quer nos invisibilizar, nos ignora a ponto da nossa sociedade brasileira nos desconhecer. Nós sempre estivemos aqui e o Brasil não nos conhece”, destacou a ecossocialista.
 
O evento foi construído, como os psolistas preferem usar já que a organização é coletiva, com militantes do Partido Comunista Brasileiro, dos movimentos estudantis e indígena. Os estudantes justificaram a greve em que se encontram, com ocupação de parte da UFMT, afirmando que não é somente o aumento questionado do Restaurante Universitário, mas uma série de eventos de perdas de direitos.
 
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