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Sintep de Sinop ameaça fazer greve em fevereiro por redução da carga horária

Anderson Hentges - Rd news

14/11/17 às 13:34

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Sintep de Sinop ameaça fazer greve em fevereiro por redução da carga horária

Presidente do Sintep de Sinop, Maria Aparecida Lopes, ameaça greve

Foto: Anderson Hentges

As crianças que estudam nas escolas municipais de Sinop podem começar o ano letivo de 2018 sem aula. A presidente do Sintep, Maria Aparecida Lopes, afirmou que caso a jornada de trabalho não seja reduzida como prevista no Plano Municipal de Educação (PME), além da mudança na lei que trata da escolha de diretores e coordenadores, a paralisação iniciará em 19 de fevereiro por tempo indeterminado. “Nós temos uma deliberação de uma assembleia. Se não avançar nos diálogos, na efetivação da redução da jornada, poderemos ter uma greve sim”, aponta.

A classe, que participou da sessão ordinária desta segunda (13), reivindica duas situações. A primeira é a redução de 38 para no mínimo 36 horas semanais. Segundo Maria, no PME que foi aprovado pelo Legislativo em 2014, na gestão do ex-prefeito Juarez Costa (PMDB), a redução da jornada seria de 40 para 30 horas, porém de forma gradativa.

Em 2016 foi reduzida para 38 horas, neste ano cairia para 36, porém ainda não aconteceu. Nesta linha, a líder da prefeita Rosana Martinelli (PR), a vereadora Professora Branca (PR), explica que é feito um estudo sobre o plano, ao qual o jurídico do Executivo avaliou e apontou inconstitucionalidade, visto que outros servidores que não são professores, mas trabalham nas unidades escolares também irão reivindicar uma redução.

Branca avalia que isso pode gerar um aumento na folha de pagamento da prefeitura, visto que a redução da carga horária implica na contratação de novos profissionais, e isso pode afetar o limite prudencial. “Foi para não atingir a isonomia, os outros servidores, lógico, vão pleitear e a prefeita tem que ter todo o cuidado e cautela para não estrangular o financeiro do município em relação ao pessoal”, explica.

Outro fator apresentado por Maria é sobre a Lei Gestão Democrática para a escolha dos diretores e coordenadores das escolas. O sindicato reivindica que a votação seja realizada apenas entre os profissionais de cada instituição de ensino. “Demos a oportunidade para que os profissionais apontassem as mudanças e nós encaminhamos para a casa de leis”, completa a presidente.

A nova lei instituiu que a comunidade escolar, ou seja, os pais, participem da escolha. A líder da prefeita também comentou sobre esse projeto e afirma que foram encaminhados às comissões específicas, inclusive a Comissão de Educação, que é presidida por Branca, e que todos os pedidos encaminhados pela classe serão avaliados. “Vamos estar avaliando aquilo que for melhor para a qualidade do ensino”, conclui.

Neste sentido, Maria Aparecida alega que mesmo que os projetos sejam aprovados, não há mais tempo hábil para um pleito eleitoral, e que a greve é muito provável para o próximo ano.
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