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Para evitar que hospital feche população faz "vaquinha" no interior

Da Redação

13/11/17 às 13:12

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A população de Confresa cansou de esperar por uma solução por parte do governo do estado de Mato Grosso quanto a grave crise financeira no hospital da cidade.

Apesar de ser municipal, o hospital atende a pacientes de outros 10 municípios e por isso deveria receber mensalmente um repasse de R$ 500 mil por parte da secretaria estadual de Saúde (Ses), o que não acontece. A situação ficou tão crítica que o prefeito reconheceu a falta de produtos básicos como algodão, álcool e seringais.

"Faltam produtos, faltam medicamentos e não temos como comprar por que estamos em dívida com fornecedores e ele se recusam a fechar novos pedidos enquanto não quitarmos", destacou Rônio Condão, prefeito de primeiro mandato, filiado ao PSDB.

A saída, diante das negativas por parte do estado, foi montar uma comissão para arrecadar dinheiro e comprar o básico para que o hospital não feche. O empresário e pecuarista Bira Capuzzo, presidente do Sindicato Rural foi escolhido pelas entidades representantes de classe, como CDL, Acec, OAB, entre outras, para liderar o processo, que vai funcionar inicialmente como a popular "vaquinha".

"Precisamos com urgência levantar um valor considerável, então vamos pedir doações, cada um dá um pouco, o que pode, e conseguiremos evitar o fechamento, depois vamos definir eventos, leilões, maneiras de ajudar", comentou Capuzzo.

O valor arrecadado pela comissão não será depositado na conta da prefeitura. A direção do hospital vai passar uma lista dos materiais que precisa, com o dinheiro arrecadado a comissão compra e manda entregar na unidade.

A prefeitura se concentra agora em colocar os salários em dia, médicos reclamam que não recebem faz muitos meses, um deles contou que está há seis meses sem salário, mas pediu anonimato.

O prefeito Rônio Condão disse estar confiante. "O momento e muito difícil, mas a união e o caminho correto para superarmos, tenho correia que sara certo", concluiu.
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