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Brandão apresenta atestado e pedido de cassação não é votado pelos vereadores

Anderson Hentges - Rd news

08/08/17 às 12:22 / Atualizada: 08/08/17 às 14:24

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Brandão apresenta atestado e pedido de cassação não é votado pelos vereadores

Foto: Assessoria

O Projeto de Resolução 007/2017, que prevê a cassação de mandato do vereador por Sinop Fernando Brandão (PR), deveria ter sido votado nesta segunda (7), mas não entrou na pauta da sessão ordinária. Conforme o presidente do Legislativo Ademir Bortoli (PMDB) a reforma no prédio da Casa interferiu nos planos da Mesa Diretora. “Estávamos indecisos se realizávamos a sessão ou não, porque não concluiu a reforma nos gabinetes e só vai estar pronta na próxima sexta”.
 
Joacir Testa (PDT), presidente da Comissão Processante que apura as denúncias sobre a cobrança de mensalinho por parte de Brandão, havia dito que essa seria a primeira votação do Parlamento, após o recesso. Bortoli, por sua vez, argumenta que Fernando está de atestado médico até sábado (12). “O advogado entregou e o Legislativo acolheu. Nós respeitamos”.

Apesar disso, o presidente garante que não vai empurrar a situação "com a barriga". Pondera que, mesmo que aconteça algo e Brandão não compareça, a votação será realizada. “Pode enviar o seu advogado para fazer a defesa. A partir de agora não tem mais como segurarmos a votação, ela vai sair. Sem ele ou com ele”, assegura.

Questionado se, de alguma maneira, pode haver interferência e mais uma vez a votação ser impedida, o presidente ressalta que as decisões do Poder Judiciário serão acatadas. “Eu acredito que não há mais risco, nós temos que esperar, porque do Judiciário nós esperamos tudo”.

O juiz Mirko Vicenzzo Gianotte já suspendeu por duas vezes a votação do relatório. A primeira decisão que cancelou a votação foi determinada em 30 de junho. O desembargador Luiz Carlos da Costa derrubou a liminar autorizando que a votação fosse realizada, então foi remarcada para 7 de julho.

Eis que no dia seis houve novo veto. Desta vez  o magistrado também orientou que nenhum outro procedimento fosse instaurado antes do encerramento da investigação que tramita no Ministério Público. Contudo, mais uma vez, o desembargador autorizou a sessão e alegou que a questão deve ser resolvida exclusivamente no âmbito do Poder Legislativo.

Denúncia
Uma das ex-funcionárias, que denunciou o suposto ato de improbidade administrativa, disse que o montante exigido mensalmente chegava a R$ 1,8 mil. Um outro servidor que também trabalhou para Brandão neste mandato contou que o primeiro salário de R$ 2,3 mil foi repassado integralmente à assessoria do parlamentar. Já os outros dois subsequentes nem foram pagos.

A redação entrou em contato com Brandão e também com sua assessora Viviane Bulgarelli porém não obteve êxito.
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