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Acordos espúrios em legislativos

Sabe-se, nos bastidores, que muitos encaram como "natural" a prática de se apropriar de parte dos salários de assessores, o que configura peculato.

RDnews

03/04/17 às 12:53

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A denúncia que chega ao MPE contra o vereador Fernando Brandão (foto), de Sinop, deixou outros parlamentares preocupados. E não é para menos. Sabe-se, nos bastidores, que muitos encaram como "natural" a prática de se apropriar de parte dos salários de assessores, o que configura peculato. Mesmo com subsídios considerados elevados - vereador em MT ganha entre R$ 6 mil e R$ 19 mil, fora outros benefícios, como verba indenizatória, vários deles fazem o que chamam de "combinado" com pessoas mais próximas, contratando-as para equipe de assessoria, mediante compromisso de todo mês, após receber salário "gordo" na conta, repassar uma boa quantia para os tais parlamentares. Como quem se beneficia dificilmente denuncia, o esquema prospera em várias câmaras municipais, acreditando-se não nunca será descoberto. No caso de Brandão, assim como aconteceu recentemente com o deputado estadual Wagner Ramos, ex-assessores resolveram abrir a boca. E o MPE entrou nas investigações.
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1  comentário

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  • por Emerson, em 05/04/17 às 14:27

    Alguns justificam-se dizendo "ah, mas foi combinado". Dá um raciocínio corolário: não têm noção cívica para a prática legislativa. Leia o artigo "Poesia Concretista" publicado hoje neste site.

 
 
 
 
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